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Quando duas áreas têm números diferentes, o problema não é a planilha

6 de out.
2 min de leitura
Reunião entre comercial, financeiro e operação comparando números diferentes até chegar a uma definição comum de gestão.

Uma reunião começa e duas áreas apresentam respostas diferentes para a mesma pergunta.

O comercial informa um número de clientes ativos. O financeiro trabalha com outro. A operação considera uma terceira base porque alguns contratos ainda não entraram no fluxo. Em poucos minutos, a conversa deixa de ser sobre o negócio e passa a ser sobre qual número está certo.

É tentador atribuir esse problema à planilha, ao sistema ou à falta de integração. Às vezes é isso mesmo. Mas frequentemente existe uma questão anterior: as áreas não estão usando a mesma definição.

O que é um cliente ativo? É quem assinou? Quem pagou? Quem já está em implantação? Quem utilizou o serviço nos últimos 30 dias?

Sem um conceito comum, integrar sistemas apenas faz a divergência circular mais rápido.

Tenho visto esse tipo de situação consumir um tempo enorme de gestão. Cada área constrói controles coerentes com sua própria necessidade, até que a empresa cresce e precisa tomar decisões que atravessam várias áreas. Nesse momento, pequenas diferenças de conceito começam a produzir grandes discussões.

Clareza exige uma linguagem operacional compartilhada.

Antes de discutir dashboard, BI ou integração, vale identificar quais informações são críticas para mais de uma área e definir exatamente o que significam, de onde vêm, quem responde por elas e quando são consideradas válidas.

Parece um detalhe, mas muda a qualidade da decisão.

Quando vendas, financeiro e operação enxergam o mesmo evento a partir de critérios compatíveis, a reunião deixa de ser uma conciliação de versões e passa a ser uma conversa sobre ação.

A tecnologia tem um papel importante nisso. Ela pode consolidar dados, eliminar duplicidades e tornar a informação disponível em tempo real. Só que o sistema precisa receber uma regra de negócio antes de conseguir aplicá-la.

Uma empresa não cria uma única versão da verdade apenas conectando bancos de dados. Ela cria quando concorda sobre o significado daquilo que pretende medir.

Depois disso, integrar fica muito mais útil.

 
 
 

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